FIV FeLV: Retroviroses felinas

Você já ouviu falar em aids felina e leucemia felina? São dois retrovírus, o vírus da imunodeficiência felina (FIV) é um lentivírus, e o vírus da leucemia felina (FeLV) é um gamavírus. Existe um teste simples e rápido para detectar anticorpos da FIV e antígenos da FeLV, podendo ser realizado na consulta, com coleta de pouco sangue e resultado em 15 minutos. O teste é do laboratório IDEXX, e pode ser feito no check up de rotina.

Gatos com acesso a rua, ou que vivem em colônias, e grandes aglomerados são mais susceptíveis as duas doenças, devido as formas de transmissão.

A transmissão da FeLV ocorre principalmente por contato oronasal, pois os gatos infectados eliminam o vírus pela saliva, urina e fezes. Ou seja, se um gato infectado lamber outro, compartilhar bebedouros e comedouros, liteiras, já é possível a transmissão. Porém existem vários estágios da doença e quatro categorias da infecção por FeLV.

Os estágios 1 e 2 são a forma aguda, onde o vírus atinge alguns dos órgãos alvo. No estagio 3, ocorre a viremia, e o vírus atinge a medula óssea, sendo o estágio mais importante. O 4º estagio é o ponto crítico da infecção aguda, o que acontecerá depois, depende do sistema imunológico do gato, para determinar a progressão, regressão, latência ou atipia do vírus no organismo. O 5 º e 6º estágios são caracterizados pela viremia.

A forma regressiva da doença ou infecção extinta: o gato é transitoriamente virêmico e o sistema imune produz anticorpos neutralizantes capazes de extinguir a doença.

Forma progressiva ou viremia persistente: o vírus progride por todos os 6 estágios, Ocorre disseminação do vírus para tecidos glandulares múltiplos e epiteliais, levando a liberação oronasal e assim, o gato pode transmitir a doença.

Forma regressiva ou latente: o gato é transitoriamente virêmico. O vírus é eliminado do plasma ou soro, e se mantém em níveis baixos no organismo. Nesta fase, os testes sorológicos são negativos e portanto o animal não transmite a doença.

E a forma atípica, são gatos que tem replicação viral em sítios sequestrados, porém não tem a doença e também não a transmitem.

Os sintomas da FeLV geralmente são apatia, prostração, anemia, anorexia, emagrecimento progressivo, entre outros. A FeLV também pode predispor ao linfoma. Quando diagnosticado positivo, o gato necessita de cuidados e acompanhamento constante, para evitar pioras graves no quadro clínico, e maior sobrevida.

O vírus da imunodeficiência felina está presente principalmente na saliva, soro, plasma, e líquido cérebro-espinhal dos gatos infectados. A transmissão ocorre por inoculação parenteral do vírus presente na saliva ou sangue, por meio de mordidas ou feridas por brigas. A transmissão transplacentária não é comum, mas pode ocorrer na fase aguda da infecção, devido a alta viremia. Nesse período de fase aguda, o leite materno é uma importante fonte de infecção para os filhotes recém-nascidos.

O FIV, pode se manter durante anos no organismo, sem manifestações clínicas, causando sintomas inespecíficos iniciais (fase aguda), como febre, linfadenopatia, inapetência, gengivites, estomatites e periodontites. O vírus causará sintomas mais graves quando o animal já é mais idoso. Os sintomas são bastante variados, e os animais manifestam doenças de natureza crônica, desde doenças respiratórias, dermatológicas, entéricas, anemia e infecções bacterianas secundárias também estão presentes.

No Brasil existe apenas vacina contra FeLV. É a quíntupla felina, e deve ser utilizada de acordo com avaliação do estilo de vida, riscos de contágio e exposição de cada gato. Por isso consulte sempre um veterinário especializado em felinos, faça check-ups anuais, para realizar a melhor conduta e tratamento para seu gatinho!

       

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